Roberto Alban

Luiz Hermano

Preaoca, CE, 1954
Vive e trabalha no Rio de Janeiro


http://www.luizhermano.com

Luiz Hermano Façanha Farias, nasceu em 1954, em Preaoca, município de Cascavel, Ceará. Na infância, costumava construir armadilhas para caçar préas e armava circos e teatros embaixo do cajueiro. Colecionava revistas em quadrinhos, fascículos de enciclopédias, almanaques e selos. No início dos anos 1970, estuda filosofia em Fortaleza e, desde sempre desenha. No início, sem acesso a tintas profissionais, pintava com café. Era preciso viajar para conhecer, percorrer trajetos para desenhar as linhas. E assim, começou a desenhar o mundo. Em 1979, freqüenta aulas de gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, transfere-se para São Paulo e a convite de Pietro Maria Bardi, realiza a mostra Desenhos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Em 1980 edita o álbum de gravuras intitulado O Universo. Em 1984, ao receber o Prêmio Chandon; viaja para Paris, onde realiza exposição Individual na Galeria Debret. Em 1983, participa da 5ª Bienal Internacional de Seul, e da 2ª Bienal Pan-Americana de Havana, em 1986. Na década de 1980, dedica-se, sobretudo, à pintura. Nos anos 90, desenvolve obras tridimensionais utilizando materiais diversos, como cabaças naturais, fios de cobre, arame, capacitores eletrônicos, ligas de bronze, alumínio, peças de acrílico e vários tipos de peças industrializadas, deslocadas do cotidiano. Em 1987 expõe pinturas na 19ª Bienal Internacional de São Paulo e esculturas na 21ª edição do evento, em 1991. Apresenta em 1994, a mostra Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 2005, participa da exposição Discover Brazil, no Ludwig Museum, Koblenz, Alemanha. Em 2008, realiza a exposição Templo do Corpo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, sendo nesta ocasião publicado o livro: Luiz Hermano.  

A monumentalidade na obra de Luiz Hermano, se apresenta em diversos espaços públicos. Em São Paulo, nos jardins do Museu de Arte Contemporânea da USP, Cidade Universitária; no metrô Estação República, nos jardins do Museu de Arte Moderna de São Paulo e em Recife, Pernambuco a obra Mandacaru, medindo 7 mts, encontra-se exposta no Museu Cais do Sertão. Luiz Hermano, exercita constantemente o desenho.
O artista divide seu tempo entre o atelier e o mundo, como escreve Katia Canton: As viagens são formas de reivindicar territórios, consagrando ao artista um reservatório cada vez mais denso de experiências de mundo. Paisagens, templos, histórias de gente e de coisas vistas no caminho, tudo se acumula na espessura de um novo trabalho.