Roberto Alban Galeria

Artistas Artista

Josiltom Tonm

A madeira e a escultura de Josiltom Tomn

Almandrade

Na solidão do atelier, distante do burburinho da cidade, Josiltom Tonm, ocupa o tempo de sua estadia no mundo, coletando retalhos, amostras, sobras de madeira para em seguida fazer associações livres entre os achados, até encontrar uma lógica para o acaso e acrescentar à existência, uma estética. O artista nos coloca diante de um saber sobre o reaproveitamento do foi descartado pela marcenaria, a velha lição de que na natureza, tudo se aproveita, tudo se transforma e o oficio do operário que não se cansa de encontrar sempre uma solução para o que aparentemente seria lixo.

Relevos, esculturas e objetos. A arte desse artista que conhece bem a intimidade da matéria é resultado de um trabalho paciente, delicado, quase obsessivo, de acoplar as partes depois de um tratamento para domar a indiferença da madeira. Faz assim emergir de suas engrenagens imagens que descrevem uma poética da simplicidade. Suas peças são organismos que incorporam o espaço, o vazio e o ar onde são instaladas, flertam com a leveza, às vezes discretas, surgem para o olhar como um lugar a mais para certos sonhos nossos de cada dia.

A escultura renasce livre de volume e peso, do precário. Da junção de partes ou retalhos num jogo de combinações, a engrenagem se ergue, o ar e o olhar que os envolvem pulverizados com a história da cultura são os responsáveis pelos seus significados e por colocar no lugar onde ela se encontra. Um trabalho de especialista que descobre no caos a possibilidade de ordem.

A madeira e a escultura de Josilton Tonm

Almandrade

Na solidão do atelier, distante do burburinho da cidade, Josilton Tonm, ocupa o tempo de sua estadia no mundo, coletando retalhos, amostras, sobras de madeira para em seguida fazer associações livres entre os achados, até encontrar uma lógica para o acaso e acrescentar à existência, uma estética. O artista nos coloca diante de um saber sobre o reaproveitamento do que foi descartado pela marcenaria, a velha lição de que na natureza, tudo se aproveita, tudo se transforma e o ofício do operário que não se cansa de encontrar sempre uma solução para o que aparentemente seria lixo.

Relevos, esculturas e objetos. A arte desse artista que conhece bem a intimidade da matéria é resultado de um trabalho paciente, delicado, quase obsessivo, de acoplar as partes depois de um tratamento para domar a indiferença da madeira. Faz assim, emergir de suas engrenagens, imagens que descrevem uma poética da simplicidade. Suas peças são organismos que incorporam o espaço, o vazio e o ar onde são instaladas, flertam com a leveza, às vezes discretas, surgem para o olhar como um lugar a mais para certos sonhos nossos de cada dia.

A escultura renasce, livre de volume e peso, do precário. Da junção de partes ou retalhos num jogo de combinações, a engrenagem se ergue, o ar e o olhar que os envolvem pulverizados com a história da cultura, são os responsáveis pelos seus significados e por colocar no lugar onde ela se encontra. Um trabalho de especialista que descobre no caos a possibilidade de ordem.