Roberto Alban Galeria

Célia Euvaldo

Pinturas

Exposição04 Setembro / 16 Outubro, 2021

A Roberto Alban Galeria tem o prazer de anunciar a primeira exposição da artista Célia Euvaldo (São Paulo, SP, 1955) na galeria, também sua primeira mostra individual na Bahia. A artista, amplamente conhecida por suas pinturas em preto e branco, realizadas ao longo de mais de três décadas, apresenta um conjunto inédito de trabalhos em que explora a presença da cor, dando continuidade a sua pesquisa iniciada em 2016.

Instáveis, incertas, íntegras

por Ronaldo Brito

As telas de Célia Euvaldo começam como uma presença física e ostensiva. Só que, evidentemente, não têm princípio, meio e fim. Nem um pouco narrativas, elas procuram sustentar ao máximo seu pleno aparecimento. E porque precisam atrair e intrigar uma percepção atenta, que as acompanhe e faça justiça, dependem da capacidade renovada de se problematizar. Visivelmente, resultam de momentos pictóricos díspares senão conflitantes. Na condição, porém, de que terminem todos juntos! Em suma, seu destino é perseguir, de novo e a cada vez, sua realização incerta.

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Sem Título | 2018 | Óleo sobre tela | 140 x 240 cm
Sem Título | 2018 | Óleo sobre tela | 220 x 185 cm

A dimensão física do corpo da artista na realização de seus trabalhos é um dos aspectos fundamentais como chave de leitura para a compreensão de sua produção artística. Suas telas são fortemente marcadas pela relação entre seu corpo e a escala do quadro, revelando - em camadas insuspeitadas e mesmo surpreendentes – a presença do gesto como força motriz e fundamental em sua criação.

A partir de meados dos anos 1980, Célia Euvaldo investiga, majoritariamente no campo da pintura, as relações entre gesto e matéria. Suas telas de grande formato exploram as múltiplas possibilidades da relação entre o branco e o preto, em uma fatura marcada pela riqueza de texturas, nuances e gestualidade.

Sem Título | 2016 | Óleo sobre tela | 150 x 200 cm

Desde 2016, Célia Euvaldo tem se dedicado a uma investigação inédita em sua vasta produção pictórica, realizando um corpo de trabalho com a presença de cores abertas, como o vermelho, o laranja e o lilás. Os trabalhos reunidos para sua primeira exposição na Roberto Alban Galeria apontam, justamente, para este momento de ruptura e renovação de sua obra.

Sem Título | 2017 | Óleo sobre tela | 140 x 240 cm
Sem Título | 2017 | Óleo sobre tela | 160 x 275 cm
Sem Título | 2021 | Óleo sobre tela | 120 x 180 cm
Sem Título | 2021 | Óleo sobre tela | 120 x 180 cm
Sem Título | 2021 | Óleo sobre tela | 180 x 120 cm

"Um aspecto do meu trabalho é a presença do gesto. Mas não me refiro ao gesto expressivo, impulsivo, de descarga emocional. É o gesto em si, ou melhor dizendo, o esforço, a energia do gesto. Para isso, as dimensões grandes são essenciais. Isso vem desde meus trabalhos mais antigos, de 30 anos atrás", afirma a artista.

Sem Título | 2020 | Óleo sobre tela | 220 x 170 cm
Sem Título | 2019 | Óleo sobre tela | 160 x 295 cm
Sem Título | 2021 | Óleo sobre tela | 100 x 130 cm
Sem Título | 2018 | Óleo sobre tela | 100 x 120 cm
Sem Título | 2015 | Acrílica sobre papel | 75 x 165,5 cm
Sem Título | 2015 | Acrílica sobre papel | 75 x 105 cm

Célia Euvaldo (nasceu e vive em São Paulo) começou a expor em meados da década de 1980. Suas primeiras exposições individuais foram na Galeria Macunaíma (Funarte, Rio de Janeiro, 1988), no Museu de Arte Contemporânea (São Paulo, 1989) e no Centro Cultural São Paulo (1989). Ainda em 1989 ano ganhou o I Prêmio no Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte. Desde então tem exposto regularmente em mostras individuais e coletivas em galerias e instituições. Participou, notadamente, da 7ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, Equador (2001) e da 5ª Bienal do Mercosul (2005). Realizou exposições individuais, entre outros, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1995, 1999 e 2015/16), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2006), no Centro Cultural Maria Antonia (São Paulo, 2003 e 2010), no Museu de Gravura da Cidade de Curitiba (2011) e no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2013).

Em 2016, participou da mostra coletiva Cut, Folded, Pressed & Other Actions na David Zwirner Gallery, em Nova York. Em 2017 realizou exposições individuais no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e Ribeirão Preto, em 2018 na Galeria Raquel Arnaud em São Paulo, e, em 2020 na Galeria Simões de Assis em Curitiba.

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